O consumo de drogas é um problema de saúde pública em todo o mundo. Quem abusa desses compostos causa danos ao próprio organismo e ao seu convívio com outras pessoas. Às vezes a situação é tão grave que é necessário recorrer à ajuda profissional, em uma clínica de reabilitação. Mas você sabe como funciona uma clínica de recuperação para dependentes químicos? Se sua resposta é não, continue lendo para saber mais detalhes.

A vulnerabilidade social e o acesso a drogas mais baratas são os grandes motivos do aumento do consumo de drogas no mundo, principalmente nos grandes centros urbanos.

Compostos como cocaína, crack e heroína vêm ganhando espaço rapidamente, apesar das iniciativas de conscientização difundidas por diversas organizações de saúde no Brasil e no mundo.

De acordo com o relatório divulgado em 2016 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), o número de dependentes químicos no mundo passou de 27 milhões em 2013 para 29 milhões em 2014. Além disso, cerca de 250 milhões de pessoas consumiram algum tipo de droga em 2014.

E hoje, quase 5 anos após este relatório, as coisas infelizmente não melhoraram e os números continuam aumentando.

Como funciona uma clínica de recuperação para dependentes químicos: tipos de internação

Como funciona uma clínica de recuperação para dependentes químicos

A respeito de como funciona uma clínica de recuperação para dependentes químicos, um detalhe que deve ser destacado é de como funcionam as internações.

Existem três tipos de internação que podem ser empregados no tratamento de um dependente químico: internação voluntária, involuntária e compulsória. Elas são reguladas pela Lei Federal 10.216/2001.

Internação voluntária

O primeiro passo para a internação voluntária é o dependente químico reconhecer sua situação. No momento da internação, ele precisa assinar um documento declarando que optou por essa forma de tratamento.

Além disso, a internação deve ser autorizada por um médico devidamente credenciado no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado em que o procedimento ocorrerá.

A alta ocorrerá por solicitação do paciente ou por determinação médica.

Internação involuntária

A internação involuntária acontece mediante o pedido de uma terceira pessoa, sem o consentimento do paciente. Ela é uma alternativa em caso de risco à saúde do dependente e de outros à sua volta.

O procedimento também deve ser autorizado por um médico credenciado. Ele precisa ser comunicado ao Ministério Público Estadual pela instituição que realizar a internação, tanto na entrada quanto na saída do paciente.

A alta poderá ocorrer por solicitação do responsável legal pelo paciente ou por determinação médica.

Internação compulsória

A internação compulsória só pode ser determinada por uma ordem judicial. Ela é a última alternativa para o tratamento de um dependente químico e ocorre quando não há familiar que se responsabilize por ele.

A determinação da internação compulsória é feita com base em laudos médicos. Eles atestam que o paciente oferece risco à sua própria saúde ou à das pessoas de seu círculo. Esses documentos também informam que todas as outras tentativas de tratar o paciente falharam.

A liberação do paciente só pode ocorrer quando outra decisão judicial determinar a alta do paciente. Esse procedimento também precisa ser embasado em laudos médicos que atestem sua recuperação e recomendem sua reinserção social.

Esperamos que você tenha entendido melhor como funciona uma clínica de recuperação para dependentes químicos, e caso ainda tenha alguma dúvida e precise dos serviços de alguma clínica, seja qual for a região que você esteja, entre em contato conosco. Teremos imensa satisfação em poder ajudar!